sexta-feira, 21 de setembro de 2012

AUSTRALIA  -  PARTE II


Passamos por Sydney, curtimos estar numa cidade grande, bem planejada, muito cosmopolita, com uma ótima rede de transporte público. Músicos tocam didgeridoo no Caís e é bem legal ver os movimentos abdominais que é preciso fazer para tirar som deste instrumento. Este "caís" de Sydney é ponto de embarque nos inúmeros barcos que fazem travessias entre as ilhas/bairros. É cheio de restaurantes, sorveterias. O Museu de Artes Modernas também está ao redor e fui ver a Bienal 2012. Super legal!!! Percorri o setor de artistas asiáticos e africanos e fiquei muito feliz em ver a criatividade de artistas que vivem em países com severas condições de vida. Os trabalhos eram, na maioria, coletivos e exploravam o uso de material reciclado. Amei!! 



Para aqueles que gostam de natureza, o que vale muito a pena conhecer na região de Sydney são as BLUE MOUNTAINS. Estas montanhas são cobertas por eucaliptos que produzem óleo. Pequenas gotas de óleo se espalham no ar e se misturam a partículas de poeira e vapor de água que formam raios de ondas curtas predominante na cor azul, projetando-a nas pedras das montanhas, criando o efeito azulado. Existem umas trilhas dentro do parque nacional e bondinho, monotrilho e "sky rail" para atravessar as montanhas, ver as cachoeiras. Famoso em Sydney é o teatro OPERA HOUSE. O lindo Jardim Botânico está coberto com flores coloridas neste inicio da Primavera.




Voamos de Sydney para Cairns para nossa grande aventura na Barreira de Corais. Cairns  é bem tropical. Completamente diferente das cidades no Sudoeste da Austrália. Exuberante em verde.  A maioria das plantas existente no Brasil é encontrada  aqui.  A temperatura também é bem mais alta. E a água do mar não tão gelada.  No estado de Queensland existem vários animais extremamente perigosos e, surpreendente para mim, existe o jacaré de água salgada que ataca os banhistas  nos meses de verão. Existem placas alertando os banhistas. E histórias sinistras de ataques. E muitas águas vivas e frascos com vinagre nas praias para socorrer os banhistas que forem atacados.  Uma espécie de água viva é fatal. Ela bloqueia o sistema nervosos central com seu veneno.
Ah.... existe placa alertando sobre a travessia de jacarés do mar para as lagoas próximas. rssss
A Grande Barreira de Corais????  Bem.... sabe quando alguém cria uma enorme expectativa... E daí não é TUDO aquilo.  A Grande Barreira de Corais deve ser TUDO AQUILO e até mais do que se ouve, mas são ambientalmente protegidas e os barcos que levam os turistas para conhecê-la, fazer mergulho e explorar só têm permissão para visitar uma área ínfima. Nós estivemos em dois pontos distintos. Cada barreira tem um nome específico, mas a GRANDE barreira cobre uma área de 2300 km de comprimento e sua largura varia de 20 a 240 km. . Elas são mais exploradas turisticamente aqui em Cairns, mas se estendem por uma área que chega até Papua Nova Guiné.  A riqueza da fauna e da flora marinha é incrível.  Podem-se fazer mergulhos com cilindros, ou simplesmente usar o snorkel e ficar nadando sobre as barreiras e usufruir as belezas das cores diferentes dos corais, se divertir com as dezenas de peixes coloridos, identificar os “peixes palhaços”, dos quais o famoso NEMO faz parte, e até nadar ao lado de tartarugas. Pequenos tubarões inofensivos também habitam estas águas.  O preço para um dia a bordo de um barco, incluindo almoço, uso da roupa de neoprene, máscaras, snorkel e até com direito a um primeiro “scuba diving” custa ao redor de AU$ 160,00. (aprox.. US$ 180,00).  Lógico que existem opções para passeios mais sofisticados e mais caros.  Para quem não é aficionado por mergulhos, eu acredito que poderá curtir mais sobrevoar as barreiras num dia claro, para poder ver –lá no fundo do mar- o incrível colorido  criado pela imensa biodiversidade.  Existem aviões anfíbios que podem propiciar uma visão bem clara.
O estado de Queensland é um GRANDE produtor de cana de açucar e a Austrália é o MAIOR exportador de açucar no mundo. Eu nem desconfiava e me surpreendi!! E com uma vantagem sobre o Brasil. Sistema de transporte ferroviário... eficaz e mais barato.






Meus queridos:  sinto muito que este relato esteja tão sem entusiasmo. Eu só estou conseguindo escrevê-lo depois de duas semanas e depois de visitar a Nova Zelândia... E, depois de visitar a Nova Zelândia, não consigo sentir entusiasmo em falar de Sydney ou Cairns... Quero seguir direto para a Nova Zelândia e colocar minha emoção diante da beleza  da Ilha do Sul. Eu quero antecipar que a beleza é indescritível... Mas eu vou tentar passar para Vcs meu encantamento.
rsss.... como diria Vinicius de Morais: "As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental". O que eu quero dizer com isto?? Simples assim: AUSTRÁLIA,  Você é linda, mas diante da surpreendente beleza da NOVA ZELÂNDIA, te peço humildes desculpas. rssss.




quinta-feira, 20 de setembro de 2012


AUSTRÁLIA

Fiz algo de bom porque ganhei presentes incríveis... insubstituíveis.
A natureza me presenteou com o que ela tem de mais bonito. O Sudoeste da Austrália é exuberante.  Rico em cavernas onde se pode caminhar muito perto das estalactites e estalagmites. Precisa caminhar agachada para ir a profundidades de até 12  mt no interior das grutas.
Rico em vegetação diferente.  Agora é inicio da Primavera e as flores selvagens estão começando a florescer, espalhando arbustos coloridos misturados e enredados. E os bosques de eucaliptos nativos faz com que eu pare o carro para respirá-los.  As praias ainda são selvagens, dando-me a impressão gostosa de ser uma desbravadora que pisou pela primeira vez em areias nunca dantes caminhadas. O mar costuma estar “desgrenhado” (smile). É bem isto.  Venta muito por aqui e o mar fica como os cabelos longos e encaracolados  da Gabriela Cravo e Canela quando soltos.  Não tão escuros, porém.... Normalmente –em dias ensolarados- as águas são verdes azuladas cristalinas.
De repente o Oceano Índico encontra-se com o Oceano do Sul e os variados tons de verde e azul competem nas suas belezas. Existe um farol no Cabo Leewin que marca este território disputado pelos dois fortes oceanos, com direito a uma placa com setas indicando que lado pertence a um e que lado pertence ao outro.  Mesmo assim, eles brigam!! Suas águas formam ondas que vêm de ambas as direções e que explodem  em rochas no meio das águas.  E para coroar a beleza deste cenário, as baleias estão habitando estas águas e se consegue ver o “splash” poderoso das suas respirações. 
Eu me sinto impotente para tirar fotos. É tudo maior do que o infinito e eu sei que não vou conseguir ser justa com esta paisagem. Trago as imagens no coração, não quero perder a oportunidade de vivenciar este momento e –desculpem-me- mas não tenho fotos para compartilhar.


Continuo a viagem... Vou mais em direção ao Sul. As estradas são muito bem cuidadas, mas estreitas, sem qualquer ponto de auxílio ao usuário . Não existem postos de abastecimento, restaurantes. Mas as distâncias entre as cidades não são grandes. Só é preciso planejar. E se divertir com as placas: “canguru atravessando”, “ema atravessando”, “tartaruga atravessando”.  Dirigir com cuidado.  Em um trecho de uns 10 kms tive uma ema e dois cangurus atravessando um pouco a frente do meu carro. Já passamos por Augusta, estamos a caminho de Walpole, via Pemberton.  Todas cidades bem pequenas, com suas delicadezas. Temos um problema sério... Dirigimos e não queremos parar cedo para almoçar. Só que, por volta das 15:30 hr, tudo fecha e só volta a abrir às 18:00 hr. Ficamos sem almoço alguns dias.
Em Walpole estaremos atrás das famosas árvores TINGLE e KARRI. São duas espécies de eucaliptos. A TINGLE pode ter diâmetros de até 20 metros e vivem até 300 anos. A KARRI é o eucalipto mais alto e pode alcançar até 90 mt de altura.  Eles são nativos do Sudeste e começamos a vê-los ao longo da estrada.  São massivos!! Existe um parque nacional e construíram um “Passeio no Topo das Árvores”.  Passarelas super bem construídas, com até 40 mt de altura. Está frio, garoa de vez em quando e é mágico caminhar nestas passarelas. As árvores ainda parecem maiores quando se olha para cima ou mesmo de cima para baixo e o longo tronco se estende até o solo coberto de folhas secas, galhos, troncos de árvores antigas que caíram ou tiveram que ser derrubadas por estarem ameaçando a passarela, ou por estarem doentes. E o vento balança os galhos acima de nós. Neste parque existe este passeio pela passarela e outro com uma guia que nos conduz  à área de árvores ancestrais. Ela vai nos mostrando plantas que eram usadas pelos aborígenas como remédios, como utensílio. E nos leva até a árvore mais antiga do parque: 300 anos. Várias destas árvores passaram por uma queimada muito forte na década de 1970 e tiveram o centro dos seus troncos queimados. Resistiram porém.  E neste espaço vazio, em forma de uma cabana de índio, é possível estacionar até uma Kombi. Existem fotos de pioneiros que costumavam estacionar os carros e pousar com toda a família no meio do tronco destas árvores ancestrais.






Eu fui levada a sentar num tronco, fechar os olhos e meditar no meio da força desta natureza tão poderosa. Senti-me muito pequena, mas “pertencendo” a este Universo  e compartilhando esta Energia.


Deste parque, dirigimos até Denmark, uma pequena cidade bem no Sudeste.
Fizemos algumas paradas em lugares convidativos e, um destes lugares, era uma fazenda muito graciosa com koalas, cangurus, um camelo, muitos cabritos, lhamas. E um filhote de canguru que havia sido abandonado pela mamãe. Ao pular uma cerca, o bebê caiu da sua bolsa. Talvez, para a mamãe canguru, isto significava que o seu bebê estava doente. A partir deste dia ela o rejeitou e não o aceitou de volta. Foi uma delicia dar mamadeira para o bebê canguru. Sugeri que o seu nome seja ‘VIDA”. E eu sou a madrinha. Rsssss... 





Garoava, mas mesmo assim fomos explorar algumas praias. São lindas!  Mas na manhã seguinte, já com sol, foi possível ver as lindas praias: Ocean Beach, Greens Pool, Williams Bay.  Algumas destas praias têm rochas na água, criando pequenas baias que parecem piscina construida de azulejo verde água, criando uma paisagem bem convidativa para cair na água. Pena que estava muito frio.
Todas estas cidades têm acomodações desde backpacker até B&B bem confortáveis e chics. Na entrada das cidades existe o Centro de Informação ao Turista que pode auxiliar na busca de acomodação, até sugerir os melhores passeios.



Vou ficar por aqui...  
Depois volto com mais Austrália, guiando Vocês por caminhos cheios de placas que divertem... "cangurus atravessando", "tartarugas",  "emas", "jacarés"  e "passos humanos". rssss.
Até logo mais.
...................................