quinta-feira, 20 de setembro de 2012


AUSTRÁLIA

Fiz algo de bom porque ganhei presentes incríveis... insubstituíveis.
A natureza me presenteou com o que ela tem de mais bonito. O Sudoeste da Austrália é exuberante.  Rico em cavernas onde se pode caminhar muito perto das estalactites e estalagmites. Precisa caminhar agachada para ir a profundidades de até 12  mt no interior das grutas.
Rico em vegetação diferente.  Agora é inicio da Primavera e as flores selvagens estão começando a florescer, espalhando arbustos coloridos misturados e enredados. E os bosques de eucaliptos nativos faz com que eu pare o carro para respirá-los.  As praias ainda são selvagens, dando-me a impressão gostosa de ser uma desbravadora que pisou pela primeira vez em areias nunca dantes caminhadas. O mar costuma estar “desgrenhado” (smile). É bem isto.  Venta muito por aqui e o mar fica como os cabelos longos e encaracolados  da Gabriela Cravo e Canela quando soltos.  Não tão escuros, porém.... Normalmente –em dias ensolarados- as águas são verdes azuladas cristalinas.
De repente o Oceano Índico encontra-se com o Oceano do Sul e os variados tons de verde e azul competem nas suas belezas. Existe um farol no Cabo Leewin que marca este território disputado pelos dois fortes oceanos, com direito a uma placa com setas indicando que lado pertence a um e que lado pertence ao outro.  Mesmo assim, eles brigam!! Suas águas formam ondas que vêm de ambas as direções e que explodem  em rochas no meio das águas.  E para coroar a beleza deste cenário, as baleias estão habitando estas águas e se consegue ver o “splash” poderoso das suas respirações. 
Eu me sinto impotente para tirar fotos. É tudo maior do que o infinito e eu sei que não vou conseguir ser justa com esta paisagem. Trago as imagens no coração, não quero perder a oportunidade de vivenciar este momento e –desculpem-me- mas não tenho fotos para compartilhar.


Continuo a viagem... Vou mais em direção ao Sul. As estradas são muito bem cuidadas, mas estreitas, sem qualquer ponto de auxílio ao usuário . Não existem postos de abastecimento, restaurantes. Mas as distâncias entre as cidades não são grandes. Só é preciso planejar. E se divertir com as placas: “canguru atravessando”, “ema atravessando”, “tartaruga atravessando”.  Dirigir com cuidado.  Em um trecho de uns 10 kms tive uma ema e dois cangurus atravessando um pouco a frente do meu carro. Já passamos por Augusta, estamos a caminho de Walpole, via Pemberton.  Todas cidades bem pequenas, com suas delicadezas. Temos um problema sério... Dirigimos e não queremos parar cedo para almoçar. Só que, por volta das 15:30 hr, tudo fecha e só volta a abrir às 18:00 hr. Ficamos sem almoço alguns dias.
Em Walpole estaremos atrás das famosas árvores TINGLE e KARRI. São duas espécies de eucaliptos. A TINGLE pode ter diâmetros de até 20 metros e vivem até 300 anos. A KARRI é o eucalipto mais alto e pode alcançar até 90 mt de altura.  Eles são nativos do Sudeste e começamos a vê-los ao longo da estrada.  São massivos!! Existe um parque nacional e construíram um “Passeio no Topo das Árvores”.  Passarelas super bem construídas, com até 40 mt de altura. Está frio, garoa de vez em quando e é mágico caminhar nestas passarelas. As árvores ainda parecem maiores quando se olha para cima ou mesmo de cima para baixo e o longo tronco se estende até o solo coberto de folhas secas, galhos, troncos de árvores antigas que caíram ou tiveram que ser derrubadas por estarem ameaçando a passarela, ou por estarem doentes. E o vento balança os galhos acima de nós. Neste parque existe este passeio pela passarela e outro com uma guia que nos conduz  à área de árvores ancestrais. Ela vai nos mostrando plantas que eram usadas pelos aborígenas como remédios, como utensílio. E nos leva até a árvore mais antiga do parque: 300 anos. Várias destas árvores passaram por uma queimada muito forte na década de 1970 e tiveram o centro dos seus troncos queimados. Resistiram porém.  E neste espaço vazio, em forma de uma cabana de índio, é possível estacionar até uma Kombi. Existem fotos de pioneiros que costumavam estacionar os carros e pousar com toda a família no meio do tronco destas árvores ancestrais.






Eu fui levada a sentar num tronco, fechar os olhos e meditar no meio da força desta natureza tão poderosa. Senti-me muito pequena, mas “pertencendo” a este Universo  e compartilhando esta Energia.


Deste parque, dirigimos até Denmark, uma pequena cidade bem no Sudeste.
Fizemos algumas paradas em lugares convidativos e, um destes lugares, era uma fazenda muito graciosa com koalas, cangurus, um camelo, muitos cabritos, lhamas. E um filhote de canguru que havia sido abandonado pela mamãe. Ao pular uma cerca, o bebê caiu da sua bolsa. Talvez, para a mamãe canguru, isto significava que o seu bebê estava doente. A partir deste dia ela o rejeitou e não o aceitou de volta. Foi uma delicia dar mamadeira para o bebê canguru. Sugeri que o seu nome seja ‘VIDA”. E eu sou a madrinha. Rsssss... 





Garoava, mas mesmo assim fomos explorar algumas praias. São lindas!  Mas na manhã seguinte, já com sol, foi possível ver as lindas praias: Ocean Beach, Greens Pool, Williams Bay.  Algumas destas praias têm rochas na água, criando pequenas baias que parecem piscina construida de azulejo verde água, criando uma paisagem bem convidativa para cair na água. Pena que estava muito frio.
Todas estas cidades têm acomodações desde backpacker até B&B bem confortáveis e chics. Na entrada das cidades existe o Centro de Informação ao Turista que pode auxiliar na busca de acomodação, até sugerir os melhores passeios.



Vou ficar por aqui...  
Depois volto com mais Austrália, guiando Vocês por caminhos cheios de placas que divertem... "cangurus atravessando", "tartarugas",  "emas", "jacarés"  e "passos humanos". rssss.
Até logo mais.
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Um comentário:

merry disse...

Amei o nome do bebê canguru! Lindo!