MY WWOOFer EXPERIENCE - parte II
Minha primeira tarefa: ajudar o Brett a transferir o gado de
um piquete para o outro. Eu não tenho experiência alguma com gado. A maioria do
rebanho é gado ANGUS e alguns poucos uma mistura de ANGUS com outra raça. É um
rebanho estritamente de corte e o Brett sequer ordenha as vacas. Os bezerros
têm uma infância feliz. Ele usa arame eletrificado para separar os piquetes.
Cuida do capim com preparados biodinâmicos e faz cobertura com composto também
biodinâmico. Conhece, só de olhar, o que o capim precisa: Nitrogênio? Potássio?
Cálcio? Ferro?? E sabe também o que o
rebanho precisa só pelo esterco... Hoje ele decidiu que eles precisam de um pouco
de celulose porque o esterco está muito solto.
O rebanho fica logo agitado ao perceber nossa aproximação porque sabe
que pode ganhar comida, ou ser transferido para um pasto mais exuberante. O
Brett usa um quadriciclo para tocá-los. Aliás,
ele usa este quadriciclo um bocado para se locomover dentro da fazenda. Eu sou incumbida de segurar o arame, que neste momento não está conectado na
energia elétrica rssss, para impedir que o gado se espalhe. Dou uma de corajosa, mas não conheço o
comportamento do gado e não sei se vou conseguir. O Brett toca o gado, grita,
chama-os de “IDIOT” e ‘FOOL” aqueles que não seguem o rebanho. Eles são transferidos para um piquete onde
tem um grande monte de composto de esterco de galinha e, principalmente, os
novilhos adoram subir no monte e comer o composto. Minha tarefa: isolar o
composto, com fio eletrificado. Corro
para o galpão, pego um rolo do fio, umas hastes de apoio e nem sei por onde
começar. Melhor começar por algum
ponto. Tenho medo de tocar o rebanho que
está todo ao redor do monte. Estou sozinha.
Pego um galho seco de eucalipto e vou, devagar, me chegando. Um touro me
encara e não desvia o olhar. Eu paro e espero seu próximo movimento. Aos poucos
o rebanho vai se movendo em direção contrária e eu me sinto mais segura. Começo a cercar o monte e o Brett chega em
seguida. Me dá algumas orientações e,
com ele perto, tudo é tão mais fácil.
Pausa para um café. Delicioso. Orgânico, importado do
México, mas torrado e moído aqui perto por um expert em café. Paladar suave,
sem acidez. Meu amigo, Fabiano,
adoraria.
A segunda tarefa foi lavar, separar por tamanho e encaixotar
cerca de 2 centenas de abóboras. Faz frio e a água está tão gelada. Para mim
parece um quebra cabeça já que é preciso respeitar uma altura máxima porque as
caixas vão ser empilhadas até 4 de alto. Aos poucos, vou me sentindo mais à
vontade.
Vamos almoçar.
Vou voltar para minhas abóboras e o Brett informa que
WWOOFer só trabalha meio dia. Lógico que não compro esta condição porque não
consigo deixar algo inacabado. Fico livre para fazer o que eu quero. Volto para
as abóboras.
Paro por volta das 16:00
hr e vou tomar banho, aproveitando que a água -só aquecida por aquecimento solar- deve
estar bem quentinha.
Depois do banho, recolho a roupa da Leonie que está no varal
porque ela foi trabalhar. Um pouco depois o Brett e eu jantamos e às 20:30 hr
já estou na caminha. Cansada e muito em paz. Ouço mantras, leio meu livro, jogo paciência no computador. E o
soninho chega.
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