sexta-feira, 17 de agosto de 2012

MY WWOOFer EXPERIENCE - parte II


Minha primeira tarefa: ajudar o Brett a transferir o gado de um piquete para o outro. Eu não tenho experiência alguma com gado. A maioria do rebanho é gado ANGUS e alguns poucos uma mistura de ANGUS com outra raça. É um rebanho estritamente de corte e o Brett sequer ordenha as vacas. Os bezerros têm uma infância feliz. Ele usa arame eletrificado para separar os piquetes. Cuida do capim com preparados biodinâmicos e faz cobertura com composto também biodinâmico. Conhece, só de olhar, o que o capim precisa: Nitrogênio? Potássio? Cálcio? Ferro??  E sabe também o que o rebanho precisa só pelo esterco... Hoje ele decidiu que eles precisam de um pouco de celulose porque o esterco está muito solto.  O rebanho fica logo agitado ao perceber nossa aproximação porque sabe que pode ganhar comida, ou ser transferido para um pasto mais exuberante. O Brett usa um quadriciclo para tocá-los.  Aliás, ele usa este quadriciclo um bocado para se locomover dentro da fazenda.  Eu sou incumbida de segurar o arame,  que neste momento não está conectado na energia elétrica rssss, para impedir que o gado se espalhe.  Dou uma de corajosa, mas não conheço o comportamento do gado e não sei se vou conseguir. O Brett toca o gado, grita, chama-os de “IDIOT” e ‘FOOL” aqueles que não seguem o rebanho.  Eles são transferidos para um piquete onde tem um grande monte de composto de esterco de galinha e, principalmente, os novilhos adoram subir no monte e comer o composto. Minha tarefa: isolar o composto, com fio eletrificado.  Corro para o galpão, pego um rolo do fio, umas hastes de apoio e nem sei por onde começar.  Melhor começar por algum ponto.  Tenho medo de tocar o rebanho que está todo ao redor do monte. Estou sozinha.  Pego um galho seco de eucalipto e vou, devagar, me chegando. Um touro me encara e não desvia o olhar. Eu paro e espero seu próximo movimento. Aos poucos o rebanho vai se movendo em direção contrária e eu me sinto mais segura.  Começo a cercar o monte e o Brett chega em seguida.  Me dá algumas orientações e, com ele perto, tudo é tão mais fácil.
Pausa para um café. Delicioso. Orgânico, importado do México, mas torrado e moído aqui perto por um expert em café. Paladar suave, sem acidez.  Meu amigo, Fabiano, adoraria.
A segunda tarefa foi lavar, separar por tamanho e encaixotar cerca de 2 centenas de abóboras. Faz frio e a água está tão gelada. Para mim parece um quebra cabeça já que é preciso respeitar uma altura máxima porque as caixas vão ser empilhadas até 4 de alto. Aos poucos, vou me sentindo mais à vontade.
Vamos almoçar.
Vou voltar para minhas abóboras e o Brett informa que WWOOFer só trabalha meio dia. Lógico que não compro esta condição porque não consigo deixar algo inacabado. Fico livre para fazer o que eu quero. Volto para as abóboras.
Paro por volta das 16:00  hr e vou tomar banho, aproveitando que a água  -só aquecida por aquecimento solar- deve estar bem quentinha.
Depois do banho, recolho a roupa da Leonie que está no varal porque ela foi trabalhar. Um pouco depois o Brett e eu jantamos e às 20:30 hr já estou na caminha. Cansada e muito em paz. Ouço mantras, leio meu  livro, jogo paciência no computador. E o soninho chega.










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